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Rafael Martins - Destaque de CCE 2018
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Matheus Oliveira - Revelação de CCE 2018
O Concurso Completo de Equitação (CCE) é uma modalidade olímpica também conhecida como o “triatlon” equestre. Podendo ser definida como uma das mais completas competições, exigindo dos atletas uma experiência considerável em todos os ramos da Equitação e um conhecimento preciso da capacidade do seu cavalo, e deste um patamar de competência geral, resultado de um treinamento inteligente e racional. Este esporte esta entre poucos em que homens e mulheres competem em igualdade.

A competição é dividida em três provas - Adestramento, Cross-country e Salto - que podem ser realizadas em dias consecutivos, ou no mesmo dia, dependendo da dificuldade do evento.

O esporte é uma importante mostra da capacidade do conjunto competir em três diferentes disciplinas distintas entre si, e num curto espaço de tempo, o que exige preparo técnico e físico. O vencedor será o conjunto, cavalo e cavaleiro, que vencer as diferentes dificuldades e chegar ao final com o menor número de pontos negativos.

O Adestramento é a primeira prova a ser cumprida, e compreende uma sequência de movimentos obrigatórios, chamados de reprise, em uma arena de 20 m por 40 m (60 metros em níveis mais elevados de competição). O adestramento é julgado por um ou mais juízes que estão procurando o equilíbrio, ritmo e flexibilidade e, sobretudo, a obediência do cavalo e sua harmonia com o cavaleiro. Cada movimento é avaliado com notas de 0 a 10, sendo a pontuação obtida transformada em pontos negativos para que se possa somar ao resto da competição.

No segundo dia acontece o Cross-country, onde o conjunto percorre um percurso externo, com obstáculos inspirados no campo, mas sempre com um alto grau de dificuldade. É considerada a prova mais difícil e espetacular do hipismo, sendo indispensável coragem e confiança para a realização da mesma. O percurso deve ser realizado abaixo de um tempo concedido ou num intervalo de tempo determinado para que o conjunto não seja penalizado. Refugos e desvios também acarretam penalizações.

A terceira e última prova do CCE é o Salto. O conjunto precisa transpor obstáculos móveis de diferentes alturas mostrando controle e precisão. O objetivo da prova é mostrar que depois da exigente prova de Cross-country o animal continua com energia, resistência e obediente ao comando do cavaleiro.

Caso a competição não seja realizada em três dias, o salto pode anteceder a prova de cross-country.

CCE no Brasil e na ABHIR

O esporte foi introduzido em 1922 pelo Exército com o objetivo de preparar cavalos para a guerra. Por décadas foi praticado apenas por militares, responsáveis por representar o Brasil em torneios no Continente Sul-americano e nas Olimpíadas de 1948, em Londres, Inglaterra.

Com o declínio da equitação no Exército, por volta dos anos 80, houve o surgimento de um movimento hípico, no interior de São Paulo, onde o cross-country fazia parte de uma etapa das competições, o hipismo rural. Nasce a ABHIR – Associação Brasileira de Hipismo Rural, cujo objetivo era fomentar a prática desta nova modalidade e elevá-la a um nível profissional. Esta feliz coincidência resultou em um intercâmbio, cujos resultados projetaram o CCE para o atual nível nacional e internacional.

O Exército cedeu seus conhecimentos, técnica e experiência administrativa e a ABHIR com sua vontade de crescer e o grande entusiasmo de seus dirigentes e cavaleiros passou a realizar as competições.

Nos anos 90 o intercâmbio internacional ganhou fôlego e os resultados dos atletas elevaram o Brasil a maior potência do esporte na América do Sul e entre os melhores do mundo.

O Brasil já marcou presença em oito Olimpíadas - 1948, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008, 2012 e 2016 - e nas sete edições dos Jogos Equestres Mundiais – 1990, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014. Com participação de civis o Brasil estreou nos Jogos Pan-americanos de 1995 e desde então a equipe brasileira subiu no pódio em todas as edições: Ouro em Mar del Plata, Argentina (1995), Prata em Winnipeg, Canadá (1999), Bronze nos Jogos de Fair Hill, Estados Unidos (2003), no Pan do Rio (2007), e em Guadalajara (2011) e Prata nos Jogos de Toronto (2015). Nos Campeonatos Sul-americanos o Brasil soma várias conquistas, sendo o país que mais títulos conquistou na competição.

Muitos cavaleiros que representaram e representam o Brasil no CCE atualmente foram revelados na ABHIR.

Hoje, a associação vem concentrando seus esforços nas categorias de base, visto que para o surgimento de um grande cavaleiro, caráter, honestidade e conhecimento são fundamentais para sua formação, e são valores compartilhados dentro do ambiente acolhedor e alegre que cercam as competições da Abhir.

As categorias são: Estreante (0,40m), Aspirante (0,70m), Avançados, Cavalos Novos e Master (0,90m), Nível I e Graduados (1,00m), Sênior 1 (1,10m) e Sênior 2 (1,20m).

Além destas categorias, a ABHIR, em conjunto com a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) e a Federação Paulista de Hipismo (FPH), coloca seu conhecimento, pessoal e entusiasmo na organização e realização de eventos nacionais e internacionais no estado de São Paulo.



© 2017 ABHIR - Associação Brasileira dos Cavaleiros de Hipismo Rural - 19 3523.6700 - abhir@abhir.com.br - Desenvolvido por ArtStudio
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