
Sebastião Carvalho de Andrade Neto
"Bata", traz no sangue a paixão pelos cavalos
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Nascido em São Carlos no dia 16 de maio de 1954, Sebastião Carvalho de Andrade Neto, o Bata, é bisneto, neto e filho de criadores de cavalo e traz no sangue a paixão por esses animais.
Começou a praticar hipismo em Analândia, São Carlos e Limeira, onde foi um dos fundadores da Hípica Municipal em 1982 e em seguida, no mesmo ano participou do começo da ABHIR.
Em 1986 deixou de competir para se dedicar apenas ao júri “era muito difícil conciliar as duas coisas, então decidi parar de montar e passei somente a julgar”.
Hoje Bata é presidente do júri de campo e julga as modalidades de Salto, Hipismo Rural e Concurso Completo de Equitação pela ABHIR.
Confira o bate papo que dá o salto inicial a série de entrevistas do ‘Personagem ABHIR’.
ABHIR: Como surgiu o interesse pelo esporte e pelos cavalos?
Bata: “Sou bisneto, neto e filho de criador de cavalos, sempre adorei os esportes eqüestres, sempre me encantei com cavalos, mas sempre achei que eles também deveriam ter uma função definida e clara.
Comecei a participar de provas hípicas em Analândia, São Carlos e Limeira, onde fundamos a Hípica Rural Municipal. Logo em seguida participei do começo da ABHIR e de lá pra cá nunca mais parei com o esporte. Lamento muito ter parado de competir, mas em prol do esporte eu acho que vale a pena.”
ABHIR: Já praticou Hipismo? Quando e onde? Quais modalidades?
Bata: “Já , eu era Performance. Minha última prova foi em Bragança Paulista, acho que em 1986, era muito difícil julgar e montar, ai resolvi parar de competir e passei só a julgar. Hoje quando monto um pouco é no meu sitio em Analândia, mas nada serio, somente olhando meus boizinhos.”
ABHIR: Onde começou a montar e com qual instrutor?
Bata: “Com 1 ano de idade meu avô já saia comigo na cabeça do arreio, meu instrutor sempre foi meu avô ‘Sinhozinho’ depois veio Ademir de Oliveira e Loro – Lourenço Vieira da Silva , mas corrigir pau torto é impossível, por isso digo as crianças comecem cedo mas comecem bem com um bom professor, aprenda corretamente.”
ABHIR: Quando começou a julgar? Porque surgiu o interesse?
Bata:”A primeira prova como juiz oficial foi em Avaré em 1985, não por meu interesse, mas porque foi convidado pelo Gil Rossetti e fui muito bem e daí nunca mais sai, onde estou ate hoje, por isso digo que nada é por acaso. Eu jamais havia imaginado em ser juiz de hipismo, foi tudo obra de Deus.”
ABHIR: Qual animal mais te marcou?
Bata: “Acho que o mais versátil foi Mr.Allone, um Apalloosa muito forte e bom. Quem conheceu sabe do que estou falando, ele fazia rural, salto e até CCE.”
ABHIR: Ídolos?
Bata: “Nelson Aliberte, Victorino Machado e Lourenço Vieira da Silva.”
ABHIR: Um aprendizado que o hipismo trouxe?
Bata: “Paciência, perseverança e seriedade.”
ABHIR: O melhor e o pior deste esporte?
Bata: “Eu participo da formação do caráter dessas crianças todas e tenho muito, mas muito orgulho disso, porque com isso sou rico em amigos, mas amigos na concepção da palavra. O pior é que vicia (risos).”
ABHIR: Qual seu objetivo dentro do esporte?
Bata: “Continuar a julgar provas e ver como já vi, muitas dessas crianças virarem doutores em outras atividades e depois de um tempo elas retornam ao esporte já adultos e tornam-se meus amigos pro resto da vida.”
ABHIR: Uma historia interessante que viveu na Associação?
Bata: “Foi sem duvida a introdução da ABHIR no CCE em 1987, que antes disso era um esporte somente praticado por militares. O Bira era o presidente da ABHIR na época e também presidente da Hípica de Limeira, eu nesta época era um dos diretores da Hípica, e o Bira como presidente da Associação na época, juntamente com Gilberto Rossetti, Ruy Leme da Fonseca, Nelsinho Aliberte, Cel. Franco Pontes diretor de CCE da CBH, fechamos a primeira prova completa de três dias em Limeira no horto florestal, com steple, resistência e cross novinho, e foi um sucesso.
O desenhador do percurso nesta prova foi na época o Cap.Vinhas hoje Coronel, e os meninos da ABHIR já paparam todas , a partir daí nunca mais deixamos de vencer, de sermos comentados em todo lugar, foi um marco na estória hípica deste nosso Brasil. Depois disso fomos a Barcelona, Mar Del Plata, Atlanta, e não paramos mais de enviar nosso “meninos” para competições de peso.”
ABHIR: Uma dica para que está começando?
Bata: “Procure uma hípica ou entidade séria, com professores idôneos, competentes e comprometidos com o esporte, porque aprender certo desde o começo facilita lá na frente, fica muito mais fácil de progredir dentro do esporte.”
ABHIR: Defina com uma palavra a ABHIR
Bata: “Família, Sucesso, Amigos. Eu acho impossível de separar as três. Fiquem com Deus.”